segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Desfazeres-te nos meus lábios, dissolveres-te como sal em bruto
Sabes que não sou de palavras doces, são-me surdas, parecem-me mudas, mortas. Os músculos contraídos não me permitem normalmente, expressar o que quero reflectir, dizem ser problemas de expressão.
Mas não me importo que olhes, que me cuides ao tocar, que me aqueças com o teu sorriso.
Desfaço-me na sinceridade que o álcool me traz ao sangue, traz-me a língua morta em tempos sãos, e faz-me desdobrar o ser, traz-me o coração à boca, traz-me a alma dissipada aos olhos, por saber, que é contigo que quero passar, as noites frias em que bebo para aquecer e para continuar a falar as coisas que a sanidade não me permite desabafar.
E saber que ainda assim, poderei viver nos teus olhos, por tempo indeterminado.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
78
Fecho os olhos, e é como se ela ainda estivesse aqui. Por
vezes, ainda sinto a sua voz, como se as nossas vozes juntas, dissessem algo
mais do que aquilo que queremos dizer.
Fecho os olhos, com tanta força, com a vontade de voltar a
tocar no seu corpo, sentir o seu rosto quente, suave, e os seus olhos… Olhos cor
avelã, que me aquecem o peito, inundam os meus olhos de água, fazem tremer as
minhas mãos.
Fecho os olhos, porque o desejo é tanto, que ainda a sinto
aqui, quem me dera, quem nos dera que fosse assim.
Não partas, não partas, não
partas. Mas as minhas palavras mudas, são em vão.
Dá-me mais de ti, dessa tua vida,
embebida de alegria, de prazer. – Pedi-lhe eu – Não me voltes a partir
das mãos, elas são fracas, eu sou fraco.
Não sou mais que o homem que vês aqui.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Fotografias.
Momentos vendidos em retalho como se fosse possível, limitarem-nos a um formato de 12x20 e guardarem-nos num papel acetinado – mate, como se tudo ficasse vivo no papel, quando também ele se desfaz, frágil com o tempo que o inunda.
E é tão destruidor, descobrir que tudo o que fomos, vive apenas nesse papel, com poses e sorrisos que hoje perderam o sentido, perderam o sentimento, mas que nos recordam do que fomos e na esperança de termos sido mais.
Agora, tudo o que somos, baseia-se nas imagens reflectidas no papel, as fotografias que nos sustentam. Hoje, acredito que nós, poderemos assim viver por tempo indeterminado.
Fotografias.
Momentos vendidos em retalho e que nos limitam a um formato de 12x20 num papel acetinado – mate.
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