As pontas dos meus dedos já não te encontram, já não me surpreendem.
Os dias enchem-se com o vazio de ti, ocupam-me as horas vagas em que penso, incomodam-me a mente com proposições, possiblidades que me inquietam a alma, que a fazem chorar por dias perdidos no tempo sem fim.
Quão cruel pode ser a carne, tão cruel como frágil.
E o coração, músculo sensível que nos surpreende a cada reviravolta, nos faz viver na corda bamba, me faz dar graças a cada noite que passa.
Saber que estás aqui, ainda quando não te posso ver