Saber que habitas nas páginas dos meus livros, a cada palavra, a cada vírgula, lembro-me de ti, tudo me lembra de ti, saber que vou virar a página e que te vou encontrar, não sei se é consolo, não sei se é transtorno.
Queria poder ler-te ou que me lesses a mim, ou que lesses para mim, de alguma forma, desde que te ouvisse citar as palavras eternas dos livros que vivem empilhados no meu quarto.
Que pisasses este chão, que dormisses na minha cama, uma noite só.
Que me lesses um poema, que fosses o poema.
Saber que habitas nas páginas dos meus livros, os sentimentos em turbilhão em cada palavra.
A tristeza imersa em cada ponto final.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Hoje, sinto falta da Susana.
Especialmente hoje, tenho saudades dela. Não é um dia diferente, não é um dia especial, mas às vezes também sentimos falta só por sentir.
O tempo passa e começo a notar a sua ausência nos detalhes, nas mais pequenas coisas, nas discussões, nas gargalhadas, nos desabafos, nos moralismos, nas insinuações, em tudo, tudo o que faço sem ela agora, aprender a ser, a ter sem ela.
Lembro-me do dia em que se mudou, partiu numa busca com o seu amor, para um amor futuro, a manhã fria que começava a ganhar presença, despediu-se de mim com um beijo na testa, com respeito, fingi dormir, é sempre mais fácil fingir.
Quando voltar a vê-la, a Susana sabe que não sou dada a sentimentalismos e que só lhe darei um abraço, curto e seco por cortesia, matarei saudades dela nos seus olhos, nos seus gestos, as minhas expressões dirão "que saudades tinha tuas, já incomodavam o coração"
terça-feira, 5 de março de 2013
As pontas dos meus dedos já não te encontram, já não me surpreendem.
Os dias enchem-se com o vazio de ti, ocupam-me as horas vagas em que penso, incomodam-me a mente com proposições, possiblidades que me inquietam a alma, que a fazem chorar por dias perdidos no tempo sem fim.
Quão cruel pode ser a carne, tão cruel como frágil.
E o coração, músculo sensível que nos surpreende a cada reviravolta, nos faz viver na corda bamba, me faz dar graças a cada noite que passa.
Saber que estás aqui, ainda quando não te posso ver
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Desfazeres-te nos meus lábios, dissolveres-te como sal em bruto
Sabes que não sou de palavras doces, são-me surdas, parecem-me mudas, mortas. Os músculos contraídos não me permitem normalmente, expressar o que quero reflectir, dizem ser problemas de expressão.
Mas não me importo que olhes, que me cuides ao tocar, que me aqueças com o teu sorriso.
Desfaço-me na sinceridade que o álcool me traz ao sangue, traz-me a língua morta em tempos sãos, e faz-me desdobrar o ser, traz-me o coração à boca, traz-me a alma dissipada aos olhos, por saber, que é contigo que quero passar, as noites frias em que bebo para aquecer e para continuar a falar as coisas que a sanidade não me permite desabafar.
E saber que ainda assim, poderei viver nos teus olhos, por tempo indeterminado.
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